
Se a decisão do juro não surpreendeu, o comunicado do Banco Central trouxe muitas mudanças em relação aos anteriores. Sem descartar novos cortes, reforçou alertas para riscos de inflação, ainda que alta de preços e economia tenham desacelerado. Ponderou sobre a política monetária de “economias avançadas”, o que faz lembrar que os Estados Unidos estão com cenário nebuloso de manutenção ou aumento de juro.
Como esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano. É menos do que se desejava para este ano, mas ainda conseguindo diminuí-la mesmo após a pressão da inflação da guerra no Irã e das medidas fiscais que exigiu do governo federal para segurar preços de combustíveis.
Pelo último relatório Focus, o mercado projetava outro corte do juro com Selic fechando 2026 em 13,75% ao ano. Vamos ver como ficam as apostas após o posicionamento de hoje.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




