
O consumo foi mais "desafiador", apontou a Lojas Renner ao informar os acionistas que o desempenho do segundo trimestre de 2026 ficou abaixo das expectativas. Citou a redução mais lenta da taxa de juro e o endividamento das famílias. Porém, destacou o impacto negativo da Copa do Mundo, com menos movimento nas lojas (levando a mais ações no online) e aumento do gasto em bets, e do fim da "taxa das blusinhas":
"Os jogos da Copa do Mundo impactaram negativamente o fluxo nas lojas físicas e o perfil de consumo de forma mais intensa do que os padrões históricos. O trimestre também foi marcado por maior engajamento dos consumidores com plataformas de apostas esportivas e por um ambiente competitivo mais acirrado, com maior atividade de plataformas internacionais de cross-border após a isenção da tributação federal.", diz o relatório financeiro.
O resultado fez a Renner revisar a projeção de crescimento de receita para 2026. Era de 9% a 13% e passou a de 4% a 8%. A rede espera "reaceleração" no segundo semestre com expansão da área de vendas e reinauguração de lojas reformadas.
A receita líquida de varejo atingiu R$ 3,689 bilhões no segundo trimestre, crescimento de apenas 1,1%. O lucro líquido da Renner foi de R$ 404,6 milhões, praticamente o mesmo do segundo trimestre de 2025.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: megaprojeto gaúcho no Ceará, novo súper, obra de hospital e atacarejo fechado
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)


