
Problemas de estrutura fizeram o Grupo Press desistir de ocupar a maior loja do Mercado Público de Porto Alegre, no Centro Histórico. A empresa, mais conhecida pelas cafeterias, havia vencido o leilão de permissão de uso ainda em 2024.
O espaço de 388 metros quadrados é dividido entre o primeiro e o segundo piso, com vista para o Largo Glênio Peres. O lance foi de R$ 200 mil.
Presidente do Grupo Press, Carla Tellini protocolou junto à prefeitura solicitação de devolução amigável do espaço e encerramento do contrato assinado no ano passado. A empresa diz ter investido já R$ 500 mil no projeto e chegou a iniciar intervenções para a obra.
— Identificamos particularidades relevantes na estrutura do espaço, especialmente no telhado e de necessidade de futuras adequações. Exigiu mais avaliações técnicas e trouxe incertezas sobre condições e cronograma de implantação — explica Carla.
A empresária aguardará o novo edital com a separação dos dois andares para avaliar se retomará os planos.
— Acredito muito no Mercado Público como forte atrativo turístico para a cidade e como polo comercial.
Contraponto: Por nota, a Secretaria Municipal de Administração e Patrimônio (SMAP) afirma não haver comprometimento de estrutura e que solucionou os problemas do telhado. Acrescentou que o Press recebeu carência de seis meses no pagamento da outorga para incentivar a instalação da loja. Uma nova licitação deve sair em dois meses, após aprovação da Secretaria da Fazenda. O espaço será mesmo dividido em duas lojas, uma por andar.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: saídas contra tarifaço, Banrisul financia imóveis, cafeteria fecha no Moinhos e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)


