
Varejista que pediu recuperação judicial, a Casas Bahia tem 344 credores no Rio Grande do Sul para o quais deve R$ 104,1 milhões. É um montante pequeno perto da dívida total, que chega a R$ 17,3 bilhões. Ou seja, menos de 1%.
A primeira gaúcha da lista de credores é a Harman, multinacional de tecnologia com operação em Nova Santa Rita para fabricar equipamentos de som de marcas como JBL. A empresa tem R$ 27,9 milhões a receber da Casas Bahia.
Depois, aparece a Herval (R$ 20,2 milhões), de Dois Irmãos, conhecida pelos móveis e colchões, e a Tramontina (R$ 19,7 milhões), de indústria de utensílios domésticos de Carlos Barbosa.
Há outras dívidas de processos trabalhistas e imobiliários. Veja lista:
A Casas Bahia teve prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre. No primeiro trimestre de 2026, tinha reportado resultado negativo de R$ 555 milhões. A companhia alega juros elevados, restrição de crédito e aumento dos custos financeiros como motivos da crise. Os balanços, porém, estão no vermelho desde 2024.
Como reflexo da instabilidade, foram fechadas 298 lojas da Casas Bahia e Ponto (ex-Pontofrio) pelo país, inclusive aqui no Rio Grande do Sul, redução de quase 30% nos pontos de venda. Também foram demitidos cerca de 2 mil funcionários.
*Colaborou João Pedro Cecchini
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: supermercados com novos donos, Piá suspende produção e vendas de shoppings
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)





