Relator da proposta de emenda constitucional (PEC) do fim da escala 6x1, senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que não dá para desonerar de forma linear (ou seja, para todos) a folha de pagamento para compensar empresas que terão que contratar mais pessoas se aprovada a redução da jornada de trabalho. Questionado pela coluna sobre o assunto na entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o parlamentar lembrou que o benefício já existe para alguns setores, mas afirmou que não pode ser ampliado. E argumentou:
— Linear não dá para fazer. Se fala em riqueza, mas veja do faturamento das multinacionais o que fica no salário do trabalhador. Tem indústrias que não chega a 0,5% o que vai para pagar a folha. No comércio e em serviços, não chega a 10%.
Concordou que alguns setores terão que ser exceções, mas pontuou que isso se definirá ao longo do período de transição para a nova regra. O prazo de transição é de dois meses para que a jornada caia de 44h para 42h semanais e mais um ano para chegar a 40h. No caso do fim da 6x1 com, no mínimo duas folgas semanais, a adequação ocorreria em dois meses. Os dias de descanso não precisarão ser consecutivos nem obrigatoriamente sábado e domingo.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




