
Aos 25 anos, a Keyworks passou ao comando da CEO Priscila Kuwer. De Caxias do Sul, a consultoria de software faturou R$ 10 milhões em 2025, recorde e 16% superior ao ano anterior. A empresa identifica o que o cliente precisa de tecnologia, procura ou desenvolve e acompanha o uso.
Na Randoncorp (o grupo Randon), cliente de 10 anos, a Keyworks cuida de 80 sistemas e gera economia anual de R$ 1,2 milhão. Desenvolveu aplicativo para funcionários enviarem sugestões de melhoria e receberem moedas para trocar na loja virtual, que tem de roupas a vale-combustível.
Já na CPFL, cliente há 20 anos, a Keyworks faz gestão do desligamento programado da rede. Reduz o gasto anual em R$ 1,9 milhão.

A Agrale foi a primeira cliente. Lá, passou recentemente o atendimento dos distribuidores do WhatsApp a um aplicativo específico, onde estão dados e informações que agilizam tomada de decisão. Por fim, na Dana, cliente há 15 anos, criou o portal de fornecedores que monitora o que precisa ser entregue à indústria, reduzindo um terço do tempo do controle.
A CEO confirma que a procura por inteligência artificial (IA) disparou, mas avisa que nem sempre é a melhor solução.
— A IA veio para ficar e é para todo mundo, mas não para todas as situações. Tem custo alto. Às vezes, integrar sistemas é eficiente e não tão caro. Analisamos o ROE (retorno do investimento) para não indicar IA só porque está no “hype” — diz — E não se deve acreditar 100% na IA. Precisa sempre verificar.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: saídas contra tarifaço, Banrisul financia imóveis, cafeteria fecha no Moinhos e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)


