
Após atingir a mínima história, a taxa de desemprego subiu pela segunda vez consecutiva no Rio Grande do Sul. Passou de 4% no primeiro trimestre para 4,2% no segundo trimestre de 2026.
Antes disso, no final de 2025, tinha ficado em 3,7%, menor índice da pesquisa do IBGE, iniciada em 2012. Subir no primeiro trimestre é usual, porque terminam as tradicionais contratações temporárias de final de ano. Porém, engatar a segunda elevação acende um alerta, ainda mais que o mercado de trabalho resiliente tem sustentado a economia, principalmente as vendas do varejo e de alguns segmentos do setor de serviços.
Houve um aumento de 2,8% no número estimado de desempregados, que subiu a 256 mil gaúchos. Não é alto, já passamos dos 500 mil no auge de crises. Olhando o detalhe dos dados, vê-se que até subiu de leve o número de pessoas trabalhando, mas como mais gente passou a buscar sem geração de vagas o suficiente para absorver, a taxa de desemprego subiu.
Renda
A perda de tração no mercado de trabalho aparece na queda do rendimento do trabalhador, cuja média recuou 0,9% a R$ 4.169. O resultado é que a massa salarial total do Estado também recuou, a R$ 24,183 bilhões.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: supermercados com novos donos, Piá suspende produção e vendas de shoppings
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)


