
O Banco Central decretou liquidação extrajudicial da Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e da Simpala Crédito, Financiamento e Investimento, ambas com sede em Porto Alegre. É um encerramento das operações. A autoridade monetária apontou comprometimento financeiro com risco de não pagamento de credores. Também citou "graves violações às normas que disciplinam suas atividades", sem detalhar quais.
A partir de agora, os bens dos controladores e dos ex-administradores destas empresas da Simpala entram na liquidação extrajudicial. Ou seja, não poderão ser vendidos ou transferidos enquanto corre a investigação sobre as irregularidades.
Porém, o Banco Central ressalta que as captações têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que, porém, não cobre consórcios. Ainda não foi detalhada a dívida das empresas e o que tem ou qual seria a garantia de ressarcimento dos credores.
Além disso, informa que estas empresas têm baixa relevância no sistema de consórcios, com 0,1% dos consorciados ativos e 0,1% dos recursos a coletar dos grupos de consórcio: "A financeira, em junho de 2026, detinha 0,004% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN)."
Em 2022, a Simpala vendeu por R$ 70 milhões suas concessionárias de veículos da marca Chevrolet, da General Motors, ao Grupo Sponchiado. Dias depois, a empresa anunciou que investiria em serviços financeiros, com meta, na ocasião, de abrir 30 lojas pelo país com foco no consórcio de veículos e imóveis.
Atualização: Por meio de nota, os controladores da Simpala Lançadora e Administradora de e da Simpala Crédito, Financiamento e Investimento manifestaram "surpresa" com a liquidação extrajudicial. Ainda no texto, a empresa diz que a medida é "desproporcional". Saiba mais: Liquidadas pelo Banco Central, financeira e administradora se dizem surpresas com decisão
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




