Quando o Zaffari inaugurou o primeiro Cestto Atacadista, em 2023, o diretor Claudio Luiz Zaffari já disse à coluna que estava no plano um atacarejo em São Paulo. Pois a estreia da bandeira será nesta quinta-feira (27) com a inauguração da loja em Taboão da Serra, que fica na Região Metropolitana. O investimento foi de R$ 95 milhões, com 6,4 mil m² de área de vendas, 17 lojas e 350 empregos. Será o quinto Cestto. Os outros ficam em Porto Alegre, Gravataí e Viamão. O Zaffari está desde 2008 em São Paulo, com o Bourbon Shopping São Paulo e o primeiro hipermercado Zaffari da cidade. Em 2016, abriu o Zaffari Morumbi, localizado no Morumbi Town Shopping. O grupo, aliás, está completando 90 anos. O diretor falou ao podcast Nossa Economia, de GZH. Ouça na íntegra acima e leia trechos abaixo.
Por que Taboão da Serra?
É um município "conurbado" (quando duas cidades crescem tanto que suas áreas urbanas se unem) bem interessante com São Paulo. O próprio metrô de São Paulo está chegando em Taboão da Serra. É um dos cinco municípios com maior densidade no Brasil. A área não é muito grande, é bastante adensada.

Uma loja de São Paulo é igual à do Rio Grande do Sul?
A cada uma que se abre, aprende-se um pouco mais. Mas é semelhante às últimas que estamos operando, como Viamão e Protásio Alves, com atendimento maior.
Só gaúcho pode comprar? Brincadeira… (Risos)
Temos uma boa relação com a colônia gaúcha em São Paulo, que até cobra produtos tradicionais. Queremos atender toda a região. Há facilidade de acesso. A loja fica na (Rodovia) Régis Bittencourt, que na região é a Avenida Taboão da Serra.
Quais os novos planos para São Paulo?
Estamos iniciando a obra de um hipermercado Zaffari no Shopping Center Norte. A abertura será até o primeiro semestre de 2027. É um reposicionamento de uma loja importante em um prédio construído pelo Eldorado, famosa rede de supermercados paulista. Saiu da operação, passou por outras empresas e agora passa por uma revitalização total. Tem muita gente morando na volta. Muitos supermercados marcaram época há 30 ou 40 anos e precisavam de um "retrofit" completo, mas resolveram não fazê-lo e optaram por se desfazer dos locais. Nós estamos recuperando de maneira total esses espaços, como no Praia de Belas Shopping e na Wenceslau Escobar.
O mercado de São Paulo é muito desafiador?
Sem dúvida. É uma bela escola e tem um potencial muito grande. No final dos anos 1950, o Grupo Zaffari já levava mercadoria para São Paulo, cereais que eram vendidos para os atacadistas, e voltava com mercadorias para o Sul. Faz parte da nossa história, acompanhamos o desenvolvimento deste mercado precursor no varejo de alimentos. Mas está passando por um momento de substituição, de troca de operadores e de transferência de prédios. E nós, como somos um pouquinho mais exigentes no nosso tipo de operação, estamos nos rendendo a poucas situações como essa e transformando operações.
Outro Estado no radar?
Não. São Paulo já é uma estrutura bastante complexa. No final do ano passado, inauguramos a nossa central logística lá, o que nos dá condições de fazer um planejamento de médio prazo. Não dá para abrir outras frentes porque o foco tem que ser mantido e bem resolvido.
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Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: crise na Casas Bahia, Quero-Quero pisa no freio, reforma de hotel parada e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




