
Assinada com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a "conexão" do parque eólico Torquato Severo, projeto de R$ 3,9 bilhões para Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha. O que significa? Que o empreendimento está se comprometendo a ser construído e a disponibilizar a quantidade de energia ao sistema elétrico nacional nos prazos previstos. Ou seja, já garante que o investimento precisará ser feito, explica Guilherme Sari, da gaúcha DGE Soluções Renováveis, que está no projeto em parceria com a Casa dos Ventos, empresa que tem liderado a retomada de parques eólicos no país.
A licença ambiental prévia foi obtida em julho. A ideia é antecipar a outubro o início das obras. Para isso, precisará ainda que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emita a licença de instalação.
O Torquato Severo prevê 90 aerogeradores e 3 mil empregos diretos e indiretos na construção. A operação precisa começar em 2029. A energia não será vendida em leilão, mas por contratos já engatilhados com grandes consumidores de energia, como data centers, TikTok, Carrefour e ArcelorMittal.
Os aerogeradores em água custam o triplo dos que ficam em terra, mas geram cinco vezes mais. Além disso, são complementares, com geração de energia em momentos diferentes do dia.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)


