
Duas praias gaúchas concentram 54% da venda de imóveis no Litoral Norte: Capão da Canoa e Xangri-lá. Não surpreendem. São destinos muito tradicionais dos veranistas e, cada vez mais, de moradores.
Capão da Canoa é conhecida pelos prédios há décadas, mas tem ganhado condomínios e tem área rural, diz o vice-presidente e coordenador regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Ramiro Chaves Laurent. Já Xangri-lá é muito mais conhecida pelos seus condomínios de casas, porém está com alguns projetos de prédios.
De janeiro a junho de 2026, a venda de imóveis somou R$ 3,74 bilhões na região, recorde para um primeiro semestre. A projeção de Laurent é superar R$ 8,2 bilhões no fechamento do ano, bem acima do recorde de 2025. O levantamento considera a arrecadação de Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) pelas prefeituras de 23 municípios litorâneos.
Onde mais se vendeu no semestre:
- Capão da Canoa: R$ 1,094 bilhão
- Xangri-Lá: R$ 939 milhões
- Torres: R$ 442,5 milhões
- Tramandaí: R$ 356,8 milhões
- Imbé: R$ 294,2 milhões
- Osório: R$ 168,2 milhões
- Arroio do Sal: R$ 163,8 milhões
- Demais municípios: R$ 281,7 milhões

Demandas
Na entrevista ao podcast Nossa Economia, de GZH, o vice-presidente do Sinduscon-RS trouxe uma velha dor do Litoral: a infraestrutura. Citou a falta de saneamento, a demora de década para sair o viaduto da RS-407, a necessidade de duplicação da Estrada do Mar e pediu agilidade para liberação do porto de Arroio do Sal, que está licenciamento ambiental.
— O crescimento econômico veio antes da infraestrutura — comenta Laurent.
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Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: megaprojeto gaúcho no Ceará, novo súper, obra de hospital e atacarejo fechado
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)



