
Pelo apelo popular, o fim da escala 6×1 e a taxa das blusinhas chamaram mais a atenção no acordo fechado pelo presidente Lula e pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Porém, há outros dois projetos de impacto bastante forte na economia brasileira: Redata e minerais críticos.
O Redata é o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter. Sua medida provisória caducou no início de 2026 por não ter avançado no Congresso. O programa dá incentivo de impostos para atrair estes investimentos de tecnologia, que o governo federal quer muito, inclusive porque estão agora enfrentando forte polêmica e resistência nos Estados Unidos.
Já o outro projeto cria uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos com foco em aumentar a produção, estimular investimentos e, principalmente, industrializar o minério no Brasil, em vez de apenas exportar matéria-prima. A proposta também prevê um Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos, aumentando o comando do governo sobre o setor. O tema ganha relevância agora porque os Estados Unidos tentam garantir acesso a minerais críticos fora da China e o Brasil tem reservas enormes de terras raras, extremamente importantes para a indústria de tecnologia.
Andamento
O acordo já permitiu a escolha dos relatores. No Redata, será o senador Cid Gomes (PSB/CE) e, nos minerais críticos, o senador Eduardo Braga (MDB/AM). O colega colunista Matheus Schuch informa que a ideia é discutir já estas pautas e votar na semana que vem. A do Redata é mais fácil de avançar do que a dos minerais críticos, que tem forte divergências entre senadores.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: crise na Casas Bahia, Quero-Quero pisa no freio, reforma de hotel parada e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




