
Uma parte relevante da produção de couro, que pesa na indústria do Rio Grande do Sul, escapou da nova tarifa de 25% dos Estados Unidos. A lista de isenções traz couro acabado e semiacabado, usado em estofamento, e couro com pelo de bovinos e búfalos, característico para tapetes. Para ter ideia, estes itens somaram US$ 34,7 milhões em exportações gaúchas ao mercado norte-americano em 2024, ano anterior à política comercial de Donald Trump.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) mostram que o valor foi 70% do total enviado pelo setor do Rio Grande do Sul aos Estados Unidos. Sentiu com força o tarifaço anterior, de 50%, e agora quer recuperar competividade.
— Nossa expectativa é de retomada — diz o gestor de Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Rogério Cunha.
Segundo o executivo, os sete produtos de couro livres da sobretaxa não são fabricados nos Estados Unidos, o que explica a isenção. Porém, ainda há o risco de o setor entrar na tarifa de 12,5%, que deve ser confirmada nos próximos dias com base em uma segunda investigação dos Estados Unidos. Ainda assim, esta taxa seria aplicada a outros 59 países, que também perderiam competitividade e a concorrência ficaria menos desequilibrada.
*Colaborou João Pedro Cecchini
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: megaprojeto gaúcho no Ceará, novo súper, obra de hospital e atacarejo fechado
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)


