Após revés no cessar fogo no Oriente Médio, o petróleo está subindo 4% na manhã desta quarta-feira (8), com o barril a US$ 78. A alta é significativa, mas o patamar de preço é baixo considerando que a cotação chegou a ficar próxima dos US$ 130 desde que começou a guerra no Irã. A tensão cresce e a expectativa do mercado é saber os próximos passos. Na esteira, as bolsas mundiais caem.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a trégua com o Irã "acabou" após os novos ataques entre as forças americanas e as tropas iranianas. Ontem os norte-americanos responderam a bombardeios a petroleiros que passavam pelo Estreito de Ormuz, o canal que fechou no início do conflito e foi reaberto há poucos dias.
A situação acende o alerta dos governos dos países, inclusive do Brasil. Por aqui, já estavam sendo retirados subsídios para evitar alta de diesel, gasolina e querosene. Aumento de combustíveis tem impacto forte de inflação.
Estava prevista para hoje reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para tratar do aumento de 30% para 32% da mistura de etanol na gasolina. Certamente a situação da guerra influenciou, pois não é uma decisão para se tomar em cenário instável. Na maior parte do país, que não produz álcool e precisa buscar no Sudeste, o preço da gasolina sofreria pressão de alta.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: RS fora de aporte bilionário da GM, fábrica falida e renovações de sede de bancos
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)



