
Sobre a apreensão da coluna de que o estudo do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) sobre as ferrovias vá demorar demais e não se deve adiar leilão por isso, o secretário estadual de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, diz que o cronograma prevê ter em 150 dias o diagnóstico da malha do Sul. O produto final sairia em 240 dias, mas ele pretende encurtar o prazo por meio de um plano estadual para o setor logístico, chamado de Pelt.
Lembrando que estes prazos somente começarão a contar a partir da assinatura do contrato com a empresa, que ainda não foi selecionada. O estudo foi anunciado pelo governo do Estado em dezembro de 2025. Em junho agora, saiu o edital para contratação pelo Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
A ideia é usá-lo para contrapor o estudo da Infra SA no qual o governo federal se baseou para propor o fatiamento em três da Malha Sul para o leilão. As audiências públicas, porém, começam já na próxima semana. Leia mais: Entre embates e opiniões totalmente opostas, reunião dá "azeitada" na discussão do leilão das ferrovias do Sul
Ainda sobre a proposta do governo federal, o secretário faz observações:
— Não atende os polos de Passo Fundo e Santa Rosa nem garante nossa reintegração à malha nacional. Além disso, a interdependência entre concessionárias projeta o direito de passagem em até 49% da carga no corredor interestadual e 13% no corredor Rio Grande. Neste cenário, eles só conseguem se manter com transferência de aporte público, tornando-os extremamente vulneráveis à oferta de mercado. Estudo apresenta defasagem na demanda do Corredor RS de 13,5 milhões de TU (tonelada útil).
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




