
Além das ações emergenciais do El Niño deste ano, resta a dúvida sobre como avançaram as discussões levantadas na enchente de 2024 para trocar lugares de cidades. São áreas mais vulneráveis, muitas vezes desenvolvidas na lógica de povoamento ao instalar-se perto de rios. Além do risco às comunidades, elas exigem reconstruções constantes com os fenômenos climáticos mais frequentes e intensos.
Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o coordenador da Defesa Civil no Rio Grande do Sul, o coronel Luciano Boeira disse que este é o maior desafio agora da reconstrução do Estado. Acrescentou que 60 municípios estão mapeados pela recorrência de inundações.
— Identificamos uma série de infraestruturas críticas dentro da mancha de inundação. É realmente algo que vai ter que ser trabalhado no médio e longo prazo.
Informou que será lançado um edital para um estudo que identificará as áreas de vulnerabilidade dos 497 municípios gaúchos. O material deve ser concluído 300 dias após assinatura do contrato.
— Nós pretendemos entregar para as prefeituras esse trabalho depois de finalizado para ser subsídio para decisões de planos diretores e zoneamento urbano, o que manter e o que tirar de determinadas áreas de mais risco.
Assista abaixo:
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: operações da Amazon no RS, novas lojas da Renner e tecnologia de POA na Copa do Mundo
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)

