
Junho de 2026 trouxe de boa notícia uma pequena queda na inadimplência dos gaúchos para 37,1%. Foi o segundo mês de recuo após um recorde em abril de 37,3%. Ainda que tenha reduzido 0,1 ponto percentual por vez, isso não ocorria há dois anos. O indicador, que a coluna passará a destacar a partir deste mês, é calculado pelos economistas Oscar Frank e Marcelo Ayub, da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA), com base nos dados da Equifax / Boa Vista SCPC.
A entidade vê efeito do Desenrola, programa para inadimplentes renegociarem dívidas lançado pelo governo federal no início de maio. O alerta, porém, é que esse tipo de medida costuma trazer alívio apenas temporário. Entre os entraves para melhorar as finanças familiares, a CDL cita: juro alto, impacto da guerra nos preços, aposta em bets, falta de educação financeira e alimentos mais caros com o El Niño.
Tais fatores, aliás, pressionam famílias com renda menor, que são exatamente as com mais contas atrasadas. A inadimplência fica acima de 40% entre quem tem renda mensal até R$ 2 mil. A taxa cai para perto de 20% apenas entre quem ganha acima de R$ 9 mil.
Porto Alegre
Em Porto Alegre, a inadimplência dos consumidores fica um pouco acima da média estadual, em 37,5%. Também houve queda após o recorde de 37,8%. Ainda assim, ambas as taxas, estadual e da Capital, ficam acima das registradas no mesmo mês de 2025.
Aproveite também para assistir ao Seu Dinheiro Vale Mais, o programa de finanças pessoais de GZH. Episódio desta semana: o Desenrola que está travado nos bancos
É assinante mas ainda não recebe a carta semanal exclusiva da Giane Guerra? Clique aqui e se inscreva.
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




