
Cercada de expectativas, a Bacia de Pelotas passa por estudos para ver se terá petróleo para exploração comercial. Gaúcho, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, mostrou otimismo quando questionado sobre o assunto na entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
Acredita que terá petróleo?
Na frente da Bacia de Pelotas, do outro lado da África, temos a Namíbia, que teve uma descoberta gigante de gás e petróleo. Lembrando que os dois continentes ficavam juntos há 100 milhões de anos. Os geólogos que estão estudando essa bacia têm boa perspectiva de termos hidrocarbonetos. No lado Sul, já foi feito o trabalho de sísmica, que ocorre agora no Norte. É a primeira indicação da existência ou não de gás e petróleo.
E depois?
Será interpretado esse dado, o que deve levar mais de dois anos. Aí teríamos a indicação de perfuração de poços exploratórios. Seria muito importante para o Estado, porque o Rio Grande do Sul seria colocado como produtor relevante de petróleo em um contexto inseguro geopolítico e como substituto das bacias que hoje produzem petróleo no Brasil.
Quais?
Temos basicamente a de Campos, a mais antiga, e a de Santos, que produzem 90% do petróleo hoje e estão em fase de amadurecimento. Ou seja, já estão reduzidas, o que é um processo natural, como o ouro ou outro minério. Uma hora se esgota a reserva e precisa ser substituída para a segurança energética do país.
Confira a entrevista em áudio:
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