
Aliviar as dívidas dos produtores rurais é o próximo passo para destravar a irrigação no Rio Grande do Sul, diz o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho. Ele garante que as divergências jurídicas e ambientais já foram vencidas, porém ocorreu em meio ao alto endividamento no campo e, com isso, os agricultores não têm fôlego para investimentos novos.
Neste sentido, é um bom sinal a aprovação no Senado do projeto de renegociação das dívidas. O texto foi alterado e, portanto, ainda terá que voltar à Câmara dos Deputados. Se aprovado, vai à sanção presidencial, outro dilema, pois os termos não estão acordados com o governo federal.
Mas digamos que seja aprovado e voltando a falar de irrigação, o presidente da Farsul também enfatiza que será preciso acessar crédito mais barato, especialmente de instituições internacionais de fomento. O juro livre de bancos comerciais brasileiros é alto para o bolso do produtor.
Se houver avanço nestes pontos, Domingos Velho diz ter certeza de que o produtor optará pelo investimento em irrigação para combater as mais frequentes e intensas estiagens.
"Fundopem"
Presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Sindicato da Indústria de Máquinas Agrícolas (Simers), Claudio Bier voltou a defender o "Fundopem da Irrigação". A ideia é que o programa do governo do Estado também dê incentivo de ICMS para equipamentos para irrigar as lavouras, atrelado ao aumento da produção na propriedade. Enfatizou que encaminha o assunto a sucessivos governos do Estado há 20 anos.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)






