
Enquanto a bola rola na Copa do Mundo de 2026, uma empresa de Porto Alegre trabalha nos bastidores. Fundada em 1991 na garagem de um prédio no Centro, a CWI fez o aplicativo usado pela Coca-Cola para distribuir e repor refrigerantes, garrafas d'água e isotônicos em estádios do torneio, do bar ao vestiário. A tecnologia para controlar estoques também está em hotéis das delegações nos três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá.
A empresa projeta faturar R$ 500 milhões em 2026 e tem 1,8 mil funcionários nas suas três unidades, em Porto Alegre, São Leopoldo e São Paulo. Tem 80 clientes, como Lojas Renner, Colombo, Bradesco e Itaú.
— Coca-Cola nem está entre os 20 primeiros clientes do ponto de vista financeiro, mas é vitrine e abre portas — diz o fundador e CEO da CWI, Márcio Tesser.
É a quarta Copa do Mundo que a companhia participa. Para esta edição, o aplicativo passou a dar orientação a repositores por inteligência artificial (IA).
— Fizemos modificações para adaptar os pedidos ao idioma e à moeda. Foi desafiador, mas nada excepcional — complementa o gestor técnico Diogo Pinheiro de Araújo.
Curiosidade: durante a Copa do Mundo, o suporte à Coca-Cola é remoto feito por funcionários em Porto Alegre. Sem sair do Brasil, a tecnologia gaúcha ajuda a matar a sede de torcedores e craques mundiais.
*Sob supervisão da jornalista Giane Guerra
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: fábrica de chips, licença de prédio anulada e audiências do porto de Arroio do Sal
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)





