
Cinco dos 10 produtos gaúchos mais exportados para os Estados Unidos serão afetados pelo novo tarifaço proposto pelo governo de Donald Trump, que pode chegar a 37,5%. São eles transformadores, dois tipos de fumo/tabaco, armas e calçados. Detalhe importante: representam 30% do total vendido pelo Estado aos norte-americanos em 2025. O levantamento é da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).
Este percentual soma as duas investigações contra o Brasil. Uma delas, de 25%, aponta práticas comerciais injustas, com críticas ao Pix. A segunda, de 12,5%, cita uso de trabalho forçado. Nenhuma está em vigor, pois dependem de decisão de Trump, prevista para julho.
Enquanto isso, segue valendo o imposto global de 10%, mas expira em julho. Foi estabelecida às pressas por Trump em fevereiro, quando a Suprema Corte norte-americana derrubou o tarifaço anterior, que esgoelava o Brasil com 50%. Para continuar, o Congresso tem que aprovar a extensão, o que não é provável.
O novo tarifaço não se aplicaria a produtos impactados por taxas setoriais, como madeira (10%) e automóveis (25%). Fica igual também para pasta química de madeira usada como matéria-prima para celulose, terceira mercadoria mais exportada do Rio Grande do Sul para os Estados Unidos, com tarifa zerada desde setembro do ano passado. Carne bovina também está na lista de itens isentos do novo tarifaço.
*Sob supervisão da jornalista Giane Guerra
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: fábrica de chips, licença de prédio anulada e audiências do porto de Arroio do Sal
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)


