
Todos os produtos que a Bruning Tecnometal produz em Panambi, onde fica sua fábrica, passam pela BR-285 para serem levados aos clientes. O aço que usam de insumo vem de Minas Gerais e também precisa passar pela rodovia, que se tornou um gargalo do norte e do nordeste do Rio Grande do Sul. São milhares de indústrias nas regiões, além da produção agrícola.
— Largamos 6% menos competitivos do que nosso concorrente, é um imposto invisível — desabafou o CEO Reno Schmidt ao programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha. — Ela (a BR-285) nos liga a outros Estados e ao Mercosul.
As obras na rodovia têm sido apenas paliativas. Para Schmidt, o caminho é a concessão e depois a duplicação, mas não há sinal de que isso vá ocorrer.
— Deixamos de assumir novos negócios. O cliente faz contas sobre o custo da operação. Inventário é dinheiro parado.
O empresário diz que é difícil levar até políticos à região porque é complexo chegar.
Agro
Em paralelo, a Bruning sofre o impacto do agronegócio. Teve que suspender contrato de funcionários porque seus clientes também aplicaram o chamado lay-off. Já nos segmentos rodoviário, há sinais de aumento de encomendas, a construção está com volumes bons, tanques de combustível oscilam e clientes automotivos ainda não se recuperaram da pandemia.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: fábrica de chips, licença de prédio anulada e audiências do porto de Arroio do Sal
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)



