
Em um "policy brief" (documento que propõe políticas públicas), o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) defendeu fortemente a exploração na Bacia de Pelotas, que pega o Rio Grande do Sul. O material usa dados de estudos, como o que supõe que a área tenha de 10 a 15 bilhões de barris de petróleo.
Em entrevista ao podcast Nossa Economia, de GZH, o coordenador Francismar Ferreira argumentou que a reserva brasileira de petróleo em produção suporta 13 anos sem novas descobertas e que o tempo de exploração até a produção em um local novo varia de 7 a 10 anos.
— E o pré-sal não é eterno — enfatizou.
A Bacia de Pelotas está em estudo para avaliar se há escala comercial de produção. A maior parte dos blocos foi arrematada pela Petrobras.
— Ainda que o preço do petróleo caia, o trabalho deve continuar.

A justificativa é a que tem sido usada para a continuidade dos combustíveis fósseis: garantir segurança energética e financiar a transição. E quais seria os biocombustíveis com mais apelo? O Ineep entende que os de curto prazo são o biodiesel e o etanol, cujas misturas no diesel e na gasolina estão para aumentar. Também reduziriam a dependência do Brasil da importação.
No médio prazo, o biometano, que precisa de uma maior rede de distribuição por gasodutos. Já no prazo mais longo, aparece o hidrogênio verde, que ainda precisa de uma tecnologia viável.
Para mais detalhes, ouça a entrevista na íntegra no podcast.
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Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: operações da Amazon no RS, novas lojas da Renner e tecnologia de POA na Copa do Mundo
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)



