
Ainda que infraestrutura, insegurança jurídica, tributo e questões trabalhistas tenham garantido seu tradicional espaço nas falas, a energia apareceu com mais “cara e crachá” no documento e nos questionamentos levados aos pré-candidatos à presidência da República em grande evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília. Foram Romeu Zema (Novo), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD). Convidados, mas não vieram: Lula (PT) e Renan Santos (Missão).
Se o consumidor final sente o peso de reajustes da energia (até cinco vezes a inflação), a indústria sofre ainda mais. O setor pediu que reduzam os encargos setoriais, que explodiram com o aumento da tarifa social. Também querem que seja colocado em prática o plano de tarifa menor para quem consome quando há mais geração de solar e eólica. Assim evita o bizarro curtailment, que corta geração de energia renovável porque não tem onde armazenar.
Zema ainda bateu na corrupção, prometeu ter alternativas à CLT e disse que vai “privatizar tudo”. Bolsonaro tentou se eximir do tarifaço dos Estados Unidos e elogiou sem parar o governo do pai, afirmando que o país voltaria a ter “taxas de juro bolsonarianas”. Por fim, Caiado disse que retomaria reformas feitas por Michel Temer e foi o mais concreto sobre energias renováveis. Sugeriu regionalizar, com, por exemplo, etanol no Sudeste; biomassa e água no Centro-Oeste; e solar e eólica no Nordeste.
* A coluna viajou a Brasília a convite da Fiergs
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)





