
Além do varejo, como a coluna já avisou, as construtoras estão sentindo o aumento dos preços com materiais de construção. É reflexo da guerra no Irã. Muitos itens são derivados de petróleo, como plásticos, além, claro, do impacto do aumento do preço do diesel no frete. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Rafael Garcia, fala em elevações de até 40%, o que aumentará preços dos imóveis, já pressionados pelo juro alto para as empresas captarem recursos para as obras.
Outro ponto é que o custo do material de construção é usado no cálculo do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No acumulado de 12 meses, já está em 6,82%, mais alto do que a inflação geral. E atenção: o indicador é usado para reajuste das prestações de imóveis comprados na planta.
Em tempo: era para ser um ano de recuperação do setor imobiliário, com início da redução da taxa de juro Selic, que impacta diretamente os financiamentos. A guerra no Oriente Médio patrolou isso também. A inflação diminuiu e adiou a intensidade dos cortes pelo Banco Central.
Entidades da construção estão pedindo ao governo federal medidas para compensar a alta dos insumos. Mas a fila está grande e já ocorreram duas fortes ampliações do Minha Casa, Minha Vida.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)





