
Com origem no Rio Grande do Sul e sede atual em São Paulo, a Meta está mudando o nome para Insi e fincando pé na China. A empresa de tecnologia está completando 35 anos de mercado, conduzida pelo CEO e fundador, Telmo Costa, e pelo vice-presidente, Claudio Carrara. Os empresários detalharam o movimento à coluna.
Na disputa com a Meta dona do Facebook e do WhatsApp, a Meta gaúcha não podia usar o nome no Exterior. Com a sua internacionalização, optou-se, então, por mudá-lo. Costa e Carrara explicam que Insi significa "essência das coisas", o que consideram até melhor do que a ideia de cumprimento de metas para o seu propósito de ter negócios de longo prazo. A Gerdau, aliás, é cliente há 30 anos.
A Insi, então, está com clientes em 25 países e equipes em 21. Entrou primeiro no Canadá há alguns anos, depois nos Estados Unidos e seguiu o plano. No ano passado, começou a negociar na China e agora terá um escritório em Xangai, onde Costa e Carrara identificaram forte movimentação de negócios com o Brasil.
A empresa ajuda o cliente a achar onde aplicar tecnologia, qual usar, como automatizar processos manuais e liberar tempo da sua equipe. Com a inteligência artificial (IA), reafirma o papel do humano, enfatizam os empresários. Também atuam na mudança do modelo de negócios, apresentando novas formas de ser competitivo. Um exemplo: o cliente precisa contratar pessoas, a Insi ajuda a entender o perfil necessário, as perguntas a fazer na seleção, acompanha a entrevista, ajuda no início e acompanha o desempenho do profissional.
No Rio Grande do Sul, a Insi está no Tecnosinos (foi uma das fundadoras do parque tecnológico), no Instituto Caldeira e no Recanto Maestro, cuja estrutura passa por ampliação que será detalhada pela coluna nos próximos dias. Há ainda escritório em Curitiba (PR).
Costa e Carrara estão com o pé no acelerador. A empresa projeta faturamento de R$ 712 milhões em 2026 e bater R$ 1 bilhão em 2027. Desde o início do ano, captou 25 novos clientes. Afirmam que 35% do PIB do Brasil passa de alguma forma pela atuação da Insi. Nos últimos quatro anos, investiram R$ 55 milhões. Nos próximos dois, o aporte será de mais R$ 100 milhões, principalmente em expansão com a compra de outras empresas e em novas tecnologias.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)


