O caso do Banco Master é a maior investigação “enfrentada” pela Polícia Federal (PF), disse o diretor-geral, Andrei Rodrigues, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha. A coluna o questionou considerando o volume financeiro, superior a R$ 50 bilhões, e os tentáculos em várias instituições.
— Se considerarmos o que você trouxe de volume de recursos envolvidos, afetação ao próprio sistema financeiro, elementos políticos, de alto nível econômico e social, de âmbito nacional e internacional, temos todos os elementos que permitem classificarmos essa como a maior operação, a maior investigação da nossa corporação.
Rodrigues concorda que o caso mostrou falhas e brechas. Entre as fragilidades que depois foram regulamentadas pelo Banco Central, inclusive identificadas em outros casos, citou fintechs (bancos digitais), contas bolsão (usadas para movimentar recursos de terceiros) e até aprimoramentos no Pix.
O diretor da PF apontou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM, fiscal do mercado de capitais) precisa ser mais efetiva e fortalecida, assim como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), responsável por identificar atividades ilegais e que terá agora um aumento de estrutura.
— Cabe um grande elogio ao papel do Banco Central nesta investigação (Master), que agiu com muito rigor, com muita seriedade, que cumpriu as regras de negócio e que teve na pessoa do presidente (Gabriel) Galípolo um grande ator nesse contexto, que teve a firmeza e a coragem de tomar as decisões que tomou — elogiou Rodrigues.
*Colaborou Kyane Sutelo
Ouça a entrevista na íntegra:
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)





