
Está chegando o efeito em cascata do aumento do diesel, apontou a inflação oficial calculada pelo IBGE. Alimentos são os que mais sobem com o custo do frete, pois dependem muito do transporte rodoviário, o que se soma às entressafras. Foram a principal pressão sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, que ficou em 0,57% na região metropolitana de Porto Alegre.
O custo de comer em casa acelerou a alta. Foi puxada principalmente por hortigranjeiros, como batata-inglesa (60,15%), tomate (40,23%) e cebola (25,50%). São itens que também sofrem influência de safra, mas uma boa quantidade é trazida de fora do Rio Grande do Sul, fazendo pesar o custo com combustível.
Leite longa vida (4,34%) segue aumentando de preço, mas após um período de forte baixa. Além do custo do diesel, o frio afeta pastagens, reduzindo a produção do gado leiteiro.
As carnes (2,17%) sofrem com o mesmo dos demais alimentos. Porém, há uma tendência mundial de alta para a qual a coluna vem alertando. Isso porque a população mundial aumentou, cresceu a busca pela proteína na alimentação e vários países reduziram rebanhos, seja por não ter vantagem financeira com a cotação anterior, seja por efeitos climáticos.
Aliás, comer fora de casa também acaba ficando mais caro. A inflação da alimentação fora do domicílio dobrou em maio.
Ainda que tenham influenciado pouco na inflação, alguns alimentos ficaram mais baratos: maçã (-6,00%), café moído (-3,36%) e frango em pedaços (-2,90%).
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




