
Não é fácil mesmo desenterrar o sapo do terreno que era da Ford em Guaíba, na Região Metropolitana. A preparação do terreno para receber a fábrica de aviões da Aeromot até começou, mas apareceram alguns problemas.
Um deles é que a área, doada pelo governo gaúcho à empresa, ainda tem a moradia de duas famílias. A reintegração de posse está sendo feita agora por Estado e prefeitura, disse à coluna o secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Leandro Evaldt. A Aeromot irá indenizá-las. A outra situação, solicitada pelo registro de imóveis, já foi ajustada na escritura nesta semana, garante.
— As obras estão em andamento, mas de fato estamos tratando com prefeitura e Estado a desapropriação dos posseiros. E estamos fazendo ajustes no projeto em função desse evento, que pode impactar no prazo da construção dessa fase — explica o CEO da Aeromot, Guilherme Cunha.
E ainda houve emissão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) antes de a empresa estar com o terreno. Cunha afirma que este ponto está em ajuste com a prefeitura já e não impacta o projeto.
O projeto
Com pedra fundamental lançada ainda em 2025, o projeto da Aeromot prevê investimento de R$ 3 bilhões em todas as fases. A primeira etapa terá R$ 200 milhões. No local, serão fabricados aviões DA-62 da Diamond e helicópteros da Leonardo. O AeroCITI prevê, além da fábrica, centros de pesquisa e de manutenção; e uma pista de aviões.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: avança projeto de US$ 300 bi no RS, varejista dobra prejuízo e farmácia dispara lucro.
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




