
Já dado como certo há semanas, saiu o anúncio do governo Lula sobre o fim da “taxa das blusinhas”, ou seja, do imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A cobrança ocorria pelo Remessa Conforme, implementado em 2024 em meio a pedido de varejistas e industriais brasileiros que concorriam com a enxurrada de importações feitas pelos consumidores. Eles ainda concorrem e ainda apontam que é uma competição desleal com a carga tributária brasileira, porém é ano de eleição e até Flávio Bolsonaro já tinha dito que também acabaria com a cobrança. A taxa é impopular. Renová-la agrada uma parte grande dos consumidores.
Mas o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, ficou mantido. No Rio Grande do Sul, é 17%. O comércio até pediu que fosse maior, como em outros Estados, mas não levou com o governo Leite nem com a Assembleia Legislativa.
A última estimativa enviada à coluna pela Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) apontou que os gaúchos estavam comprando R$ 60 milhões por mês em sites estrangeiros, apesar das taxas.
— Enquanto as remessas crescem 6,3% ao mês, o varejo local aumenta em apenas 0,03% suas vendas — disse à época o gerente de Relações Governamentais da entidade, Lucas Schifino.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




