
O projeto da Malha Sul para o leilão das ferrovias começa a andar com reunião nesta segunda-feira (11) na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A concessão está prevista para ocorrer ainda em 2026, conforme anunciou no final do ano passado o governo federal.
O modelo não está pacífico. O Ministério do Transportes propõe fatiar, mas fará audiência pública para ouvir contribuições da sociedade. O ministro George Santoro disse à coluna que a divisão da Malha Sul foi sugerida após estudo feito pela Infra SA.
Já autoridades do Sul acreditam que isso deixará trechos sem interessados. O procurador do Ministério Público Federal (MPF), Osmar Veronese, sugere que, se a concessão for fatiada, que se assine somente se os três tiverem propostas de empresas.
O secretário Estadual de Transportes e Logística, Clóvis Magalhães, é contrário à divisão e reclama que não teve acesso ao estudo. A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e o deputado federal Paulo Pimenta (PT, líder do governo) rebatem que ele não compareceu na reunião de apresentação do trabalho.
Ou seja, além de ser um investimento caro e complexo, as ferrovias geram uma enorme divergência. Não resolver neste ano é um problema, pois a concessão da Rumo termina em fevereiro de 2027. A falta de investimentos por parte da empresa, porém, desagrada a praticamente todos.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




