
Uma nova parada na fábrica de Guaíba e a expectativa para o projeto Natureza marcaram a divulgação de resultados da CMPC. A fabricante de celulose apresenta trimestralmente seu balanço a acionistas porque tem ações negociadas na bolsa de valores do Chile.
Além da parada programada de manutenção, houve paralisação inesperada na última semana na unidade da região metropolitana de Porto Alegre devido a um problema na parte superior da caldeira. A produção deve ficar suspensa por 10 dias.
Em relação ao projeto de R$ 27 bilhões para uma nova fábrica no Rio Grande do Sul, a CMPC informou ao mercado que espera obter a licença ambiental nos próximos meses. A ideia segue submeter o investimento à aprovação da direção na metade do ano.
O licenciamento sofreu questionamento do Ministério Público Federal (MPF), que recomendou que fosse suspenso por Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para consulta específica a comunidades indígenas. A recomendação, porém, foi suspensa por liminar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que entendeu liminarmente que os procuradores extrapolaram a sua função e também encaminhou o caso à corregedoria.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)


