
Preocupa a demora nas ações do Sul para que seus pleitos sejam ouvidos pelo governo federal em tempo para o leilão de ferrovias sucateadas do Sul. Recentemente, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, o ministro dos Transportes, George Santoro, disse à coluna que a audiência pública será aberta em junho, mas que a proposta do governo tende a fatiar em três trechos a nova concessão da Malha Sul. Por aqui, autoridades são contrárias porque acham que apenas um terá interessados. Querem o estudo da Infra SA, que ainda não foi repassado e embasou a ideia do governo federal.
Este desencontro só aumenta. Um ofício foi enviado na semana passada para o Ministério do Transportes. Além de bastante repetitivo com o que já vem se dizendo, demorou tanto a ser assinado que foi ainda com o nome do ministro antigo, Renan Filho. O "ajuste" foi feito só em um anexo. É um descuido simbólico da articulação truncada.
Outro ponto: está bem demorado o estudo anunciado pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) ainda em dezembro de 2025 para o projeto de ferrovia integrada. Após trâmites e consultas, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) deve publicar apenas em junho o edital para ver qual empresa o fará. Ou seja, não estará pronto caso a audiência pública ocorra antes.
Em tempo, a problemática concessão à Rumo termina em fevereiro de 2027. A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) já está com uma equipe trabalhando no projeto para o leilão da Malha Sul.
Assista ao comentário da coluna no Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha:
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)






