
Prestes a vencer a prorrogação, a suspensão de protocolo de novos projetos para construção de restaurantes e hotéis em Gramado deve ser mantida. A sinalização foi dada pelo prefeito Nestor Tissot em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha. A cidade tem 26 mil leitos de hospedagem e outros 6 mil estão aprovados ou já em construção. O entendimento de quem apoia a decisão é de que não há estrutura nem cliente para tanto. Na gastronomia, são 318 restaurantes, com 26 mil cadeiras, enquanto tramitam 43 pedidos de alvarás.
— A ideia é manter os que estão aqui. Não tem como aprovar mais. Conforme forem construídos estes que estão aprovados, reavaliaremos. Mas no centro não tem mais como construir hotel, até pela mobilidade — enfatiza o prefeito.

No caso de hotéis, a suspensão vale para toda a cidade e a exceção são pequenas hospedagens de até 20 leitos, cujas propostas seguem sendo recebidas. Já para restaurantes, a restrição foi para projetos com mais de 20 cadeiras para o centro da cidade. Segue autorizada a troca de CNPJ de restaurantes se ocorrer venda. Não parou obra em andamento nem tramitação do que já havia sido recebido pela prefeitura. Problemas no trânsito e de infraestrutura de saúde pública e saneamento, além da queda da taxa de ocupação (de 56% a 45% em quatro anos), são citados como argumento nos decretos.
Centro
A Câmara de Vereadores de Gramado aprovou nesta semana o projeto de lei que estabelece o planejamento da chamada "nova centralidade" do município. Na verdade, é uma descentralização ou, então, ter uma nova área semelhante ao atual centro para distribuir um pouco todo o movimento.
Multipropriedades
Sobre a venda de multipropriedades, o prefeito disse que está mais organizada. Afirma não estar mais recebendo como antes as reclamações diárias dos turistas sobre abordagens agressivas para compra de frações de imóveis.
Hospital
Nestor Tissot diz que já está todo aprovado pela prefeitura, mas não há perspectiva para iniciar a construção do hospital privado em parceria com o Sírio-Libanês, de São Paulo, que foi anunciado ainda em 2023. A ideia era começar a obra ainda em 2024 para começar a operar em 2027. Idealizado pela empresa Coelho & Barcellos Gestão de Negócios, o complexo ficaria em uma área da Gramado Serra Incorporadora de Empreendimentos em Saúde e seria construído pela Tedesco.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: montadora alemã no RS, crise da Cotribá e projeto da Varig em risco
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)



