
Fundada em 1972, a Ferragem Thony entrou em recuperação judicial. A dívida supera R$ 8,5 milhões no processo, que pediu, inclusive, proteção do imóvel usado para estoque. A empresa está com 40 funcionários e unidades em Porto Alegre, Santo André (SP), Balneário Camboriú (SC) e Belo Horizonte (MG). Uma unidade da capital gaúcha foi fechada recentemente. Diz no documento apostar agora na venda online para reduzir custo.
Entre os motivos da crise, são citados crescimento “explosivo” das despesas financeiras com alta de 384% em três anos; aperto de margem de lucro com aumento de inflação de custos sem repasse a preços; queda de receita com mudanças setoriais (distribuidores vendendo direto ao consumidor final); e a enchente de 2024. Também foi apontada a saída de dois sócios em 2019 “de forma não planejada e não cooperativa”, com exclusão de contatos de fornecedores e clientes, que exigiu refazer relações comerciais.
“Não existe empresa que consiga operar sustentavelmente com 23% da receita comprometida com despesas financeiras. Este patamar demonstra que sem reestruturação do passivo com alongamento de prazos e redução de taxas de juros, a empresa permanecerá em trajetória irreversível de acumulação de prejuízos”, diz trecho da petição.
A autorização da Justiça para a recuperação judicial saiu em fevereiro. São 60 dias para apresentação do plano de reestruturação a ser votado por credores. A Credibilità é a administradora judicial, para a qual credores devem informar dívidas.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: súper lança cartão de crédito, avanço no porto de R$ 6,5 bi e RJ da Cotribá suspensa
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)





