Dois anos após a enchente histórica ter atingido Porto Alegre, o Hospital Mãe de Deus ainda carrega cicatrizes. Pode-se dizer que a principal é a maternidade ainda não ter sido reaberta. O diretor-executivo corporativo da Associação Educadora São Carlos (AESC), mantenedora do hospital, João Baptista Feijó, ainda são avaliados projetos e alternativas.
Entre os dias 4 e 5 de maio de 2024, o complexo precisou esvaziar corredores, transferir pacientes às pressas e reorganizar toda a operação. A altura da água chegou a dois metros no subsolo, atingindo setores essenciais, como laboratório, farmácia e ortopedia. Em meio ao caos, 278 pessoas foram retiradas do hospital em 36 horas. O local da maternidade foi ocupado por outras operações.
— Ficaram comprometidas áreas menos visíveis, mas decisivas para manter a engrenagem funcionando, como manutenção, engenharia clínica, abastecimento, rouparia, subestação de energia elétrica e sistemas de gases medicinais — lembra o diretor.
Hoje, grande parte destas estruturas foi recuperada e voltou a funcionar. A reconstrução teve financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 150 milhões, para obras e capital de giro.
— Não chega a ser suficiente, porque temos de investir também em equipamentos. Mas conseguimos superar este desafio gigante e voltamos a funcionar em dois meses — pondera e destaca Feijó.
Ainda precisa se reformar áreas administrativas, auditório, espaços para funcionários e construir uma nova subestação de energia, pensada já para novos problemas extremos. Essas obras devem ser concluídas até o fim do ano.
Prevenção
O Hospital Mãe de Deus adotou medidas para mitigar riscos em caso de nova inundação. A estrutura agora conta com bacias de contenção foi firmada parceria com o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) para limpeza da tubulação no entorno.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)







