Começou a busca do comércio do Rio Grande do Sul por uma compensação do governo federal pelo fim da "taxa das blusinhas". Gerente de Relações Governamentais da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Lucas Schifino disse que, em reunião com a entidade, o líder do governo na Câmara Federal, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), disse que pode se conseguir solução na tramitação da medida provisória.
— Propostas serão apresentadas na próxima semana. Pode ser que envolvam a mistura de um retorno do imposto de importação, ainda que com alíquota menor, com alguma medida de compensação tributária para o varejo nacional — projeta Schifino.
Retomar a taxa para compras internacionais até US$ 50 antes das eleições é praticamente impossível. Foi uma medida populista do governo Lula e seria do seu adversário Flávio Bolsonaro, que também disse que a revogaria. Mas talvez se conseguisse reduzir o imposto de importação pago pelas varejistas para comprar de fora para revender aqui. Além disso, está na mesa a discussão para sobretaxas e compra de matéria-prima têxtil, o que seria outro baque para o setor de confecções.
A "taxa das blusinhas" é o imposto de importação de 20% criado em 2024 e derrubado agora. Segue sendo comprado o Imposto sobre Circulação de Bens e Serviços (ICMS), que é de 17% no Rio Grande do Sul.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)





