Peças que chegaram de Santa Catarina são usadas para montar o "Lego" que dará forma ao hotel do resort do Hard Rock em Gramado. O projeto é de R$ 1 bilhão, na RS-235. As paredes de aço do empreendimento já estão sendo erguidas. Confira trechos da entrevista com José Roberto Nunes, CEO da Mundo Planalto, empresa de Goiás que tem a licença, e ouça acima a íntegra no podcast Nossa Economia, de GZH.
A obra começou há um ano. O que será agora?
A Hard Rock faz um evento quando coloca os primeiros pilares dos hotéis que estão sendo construídos ao redor do mundo. Recebemos alguns executivos importantes dos Estados Unidos. O prédio está crescendo.

O projeto segue igual, nos 14 hectares com 15 prédios?
Segue, com 858 unidades hoteleiras. Estamos fazendo a primeira fase, com 431. Parte comercializamos para clientes e outra fica reservada como patrimonial para o hotel. O empreendimento é um grande resort e um equipamento de entretenimento para toda a região. Tem centro de eventos de padrão internacional e "mall" (centro de compras) com até 16 operações. Pretendemos trazer marcas que não existem na cidade, além de parte aquática interna e externa. Serão nove operações gastronômicas. As próximas fases serão fruto da viabilidade, da aceitação do mercado e da cidade. Entregaremos esta primeira no final de 2028.
Por que módulos de aço?
Decidimos fazer nesse modelo industrial para ganhar mais velocidade e garantir o cumprimento de cronograma, qualidade e sustentabilidade.
Seguem na venda em multipropriedades?
Alcançamos R$ 1 bilhão em vendas com a parte da primeira fase destinada à multipropriedade. Agora, vamos no modelo de hotelaria e "vacation club" (clube de férias).
O que acha da restrição de Gramado a novos projetos e multipropriedades?
A prefeitura sempre fez um trabalho muito importante e admirável de resguardar ao máximo o destino. Sempre discutimos a quatro mãos as melhores práticas. Quando se fala em abordagem, o mercado tem mudado muito, temos crescido digitalmente e em outras formas de conversar e trazer os clientes para as salas de vendas. As reclamações versus a quantidade de pessoas que compram um produto para ir para um destino repetidas vezes, que é o caso da multipropriedade, gira em torno de 1%. É pequeno.

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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)



