
A empresa que abriu capital e quebrou o jejum de cinco anos da bolsa de valores de São Paulo, a B3, tem ligações com o Rio Grande do Sul. A estreia das ações da Compass, que atua com gás e energia, movimentou R$ 3,2 bilhões.
Criada pela Cosan em 2020, a Compass controla a Comgás e comprou a Sulgás na privatização da distribuidora gaúcha em 2022. Atualmente, a Sulgás é gerenciada pela Commit, empresa também controlada pela Compass, em acordo com uma sócia privada, a japonesa Mitsui.
Outra conexão: a Cosan também tem participação na Rumo, operadora da Malha Sul, o que inclui as ferrovias no Rio Grande do Sul, reduzidas em 75% em 30 anos. A concessão é polêmica pela falta de investimentos e termina em fevereiro de 2027. O governo federal garante que não irá renová-la e que fará novo leilão.
O IPO (oferta inicial de ações, em inglês) foi uma forma de levantar dinheiro para a Cosan lidar com seu endividamento, incluindo o de suas controladas Raízen e Cosan. Mais aberturas de capital por empresas dependerão de se confirmar a redução do juro pelo Banco Central, que enfrenta o desafio da inflação da guerra no Irã. O Ibovespa até bateu recordes depois do ataque, já que investidores tiraram dólares dos Estados Unidos e trouxeram para cá, mas o movimento perdeu força nos últimos dias.
*Sob supervisão da jornalista Giane Guerra
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: súper lança cartão de crédito, avanço no porto de R$ 6,5 bi e RJ da Cotribá suspensa
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)







