Os pedidos de demissão recuaram no Rio Grande do Sul após uma sequência de alta. No primeiro trimestre, foram 173 mil registros, uma queda de 8% sobre o mesmo período do ano passado. As tabelas dos dados de emprego com carteira assinada foram enviadas à coluna pelo secretário do Trabalho e Desenvolvimento Profissional, José Scorsatto.
Ainda é cedo, porém, para saber se este movimento continuará ou foi pontual. No geral, o mercado de trabalho segue aquecido, com mais contratações do que demissões. Ainda assim, pode estar ocorrendo uma mudança neste cenário favorável à troca de emprego ou o funcionário pode estar mais contente com o seu trabalho atual.
Mas, apesar do recuo, aqueles por iniciativa do trabalhador ainda lideram, com 42% dos rompimentos de contrato de emprego formal. Os casos aparecem mais no setor de serviços, entre mulheres e jovens.
Em segundo lugar, com 37%, está a demissão sem justa causa, seguida por término de contrato por prazo determinado, comum após os empregos temporários de final de ano. Chamou a atenção o aumento de 18% nas demissões por justa causa. E o acordo entre as partes, novidade da reforma trabalhista, ainda não emplacou, com poucos registros, mostra a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), com base em dados do Caged, do Ministério do Trabalho.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




