
Apesar de ter chamado a atenção e chegar a animar, o avanço de 3,5% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) precisa ser relativizado. O indicador faz parte do cálculo do PIB pelo IBGE e teve o maior avanço entre as variáveis no primeiro trimestre na comparação com o último de 2025. Ele mostra o investimento privado, o que seria um sinalizador de confiança empresarial.
Porém, foi um avanço que veio depois de uma queda de 3,4%, ou seja, a base é baixa. O investimento medido pelo FBCF, portanto, recém voltou ao patamar do terceiro trimestre de 2025 e fica 1,4% abaixo do primeiro trimestre do ano passado. Estar em 16,5% do PIB também é pouco.
Ainda assim, contribuiu para o crescimento de largada do ano, ainda que não pese tanto quanto um setor econômico, como a agropecuária, que avançou 2%. O FBCF reflete movimentações como produção de bens de capital (máquinas usadas por indústrias, principalmente), construção civil e importação de máquinas e equipamentos.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)



