A coluna Acerto de Contas publicará ao longo dos próximos dias como estão empresas gaúchas que tiveram fortes prejuízos na enchente de 2024. Mostraremos suas conquistas e também as dificuldades que ainda enfrentam.
Foram quatro meses até o Grupo Crisdu retomar a operação na fábrica de Três Coroas, inundada na enchente de 2024. O prejuízo chegou a R$ 20 milhões, mas o principal impacto, segundo o CEO Eduardo Nogueira, é que 150 funcionários perderam suas casas. Vários acabaram se mudando para Santa Catarina na época.
— Foi uma catástrofe em toda a cidade. Ainda temos máquinas paradas, que não conseguimos consertar. Compramos equipamentos novos, mas ainda não recuperamos a capacidade deste parque fabril — relata.
Mas hoje, dois anos depois, a empresa retomou o número de trabalhadores, abriu uma fábrica em Camaquã e inaugurou um centro logístico em Igrejinha, onde fica sua sede. Nogueira quer, ainda em 2026, subir de 1,5 mil para 2 mil funcionários. O acordo União Europeia-Mercosul turbina a expectativa de vender mais roupas para países como Portugal e Espanha. Em 2025, a Crisdu já exportou 30% da produção, ou seja, US$ 35 milhões.
Para proteger a fábrica que ficou alagada em Três Coroas, foi instalado um sistema de comportas e uma estrutura de canalização da água. O grupo tem ainda unidades em Taquara, Itajaí (SC), no Paraguai e duas em Igrejinha. O "carro-chefe" são os bojos de sutiã, mas são produzidas mais roupas de moda rápida, íntima e para atividade física.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: embate da escala 6x1, crédito para inovação e licença para novo porto no RS
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



