
Se prisões, mandados e CPIs não chamam a atenção de boa parte da população, deve sensibilizar saber o tamanho do rombo no nosso bolso dos escândalos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sim, no nosso bolso. Essa, aliás, é a semelhança mais nefasta entre os dois casos.
Os mais de R$ 6 bilhões para ressarcimento dos descontos ilegais dos aposentados no INSS vieram dos cofres públicos. O crédito extraordinário para bancar a rápida devolução foi, portanto, de impostos. Bens e dinheiro bloqueados dos criminosos têm uma longa tramitação e não se sabe se cobriram todo o desvio. E esta cifra refere-se somente a esta fraude recente, sem somar os milhões e bilhões de reais das ocorridas ao longo dos anos no instituto.
No Master, idem. Os mais de R$ 50 bilhões devolvidos a clientes do banco e de outras instituições financeiras que vendiam seus CDBs e demais produtos saíram do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Este seguro é com dinheiro dos outros bancos, que não tiram do além os recursos, mas de seus clientes. Além de terem pago já o que foi usado, precisarão fazer novos aportes maiores e antecipados para recompor esta proteção do sistema financeiro contra um colapso.
Portanto, leitor, fique atento e indigne-se. E fica a dica: algumas instituições financeiras estão envolvidas nos dois casos e ainda estão agora por aí vendendo consignado CLT com juro alto, muito acima de outros bancos.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
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