
Que fim levou o Hyperloop gaúcho? A pergunta é frequente entre os leitores porque, há alguns anos, este projeto foi bastante badalado aqui no Estado. A proposta da empresa HyperloopTT era ter um "trem" ultrarrápido para ligar Porto Alegre e Caxias do Sul em 20 minutos, passando por Novo Hamburgo e Gramado. A tecnologia previa transporte de passageiros em cápsulas por túneis a vácuo. A companhia chegou a levar o governador Eduardo Leite em 2021 à sua sede em Toulouse, na França, viagem que a coluna acompanhou, pois foi na mesma missão que trouxe o evento espanhol South Summit para Porto Alegre.
Como o questionamento dos leitores é prioridade, a coluna foi atrás. A última informação, de 2023, era de que a HyperloopTT estava buscando a licença ambiental. Procuramos a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), que afirmou até o momento não haver processo de licenciamento em tramitação relacionado ao projeto.
Então presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), Luiz Afonso Senna foi um dos coordenadores do estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) sobre o sistema de transporte hyperloop. Senna informa que a parceria não avançou.
— Foi um bom estudo, mas que ficou por isto mesmo. Acho que as iniciativas em todo o mundo estão meio que em "banho-maria".
Já o atual coordenador do projeto pela HyperloopTT, Edgar Raoul, garante que ele continua em desenvolvimento, ainda que não no mesmo ritmo de antes.
— Houve uma transição de gestão e o foco hoje é movimentação de carga e não de passageiro. Inclusive no Brasil abrimos a aplicação da tecnologia para isso.

Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: mais CMPC, transformação da Ceasa, R$ 100 milhões da Fruki e calçadista sai do RS
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





