
Sem surpresas quanto à decisão de reduzir em 0,25 ponto para 14,50% a taxa de juro Selic, mas o comunicado após a reunião mostra como o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) está à mercê da guerra no Irã. O texto girou praticamente todo em torno do conflito no Oriente Médio, devido à sua pressão inflacionária. E o pior, há incerteza de quanto tempo vai perdurar: "falta clareza sobre a duração dos conflitos".
O que mais preocupa o Banco Central é o efeito na cadeia global de suprimentos, o que faz lembrar a inflação da pandemia, e, claro, alta de preços de commodities, principalmente petróleo. O novo corte do juro, ainda que menor do que se esperava antes da guerra, só foi possível porque a economia está desacelerando. Aliás, isso faz até se vibrar com a retração da atividade, o que chega a ser distópico. Para a próxima reunião, o Copom espera a clareza que falta agora.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




