
Economia verde e oposição à guerra no Irã predominaram no discurso do presidente Lula na cerimônia oficial de abertura da Hannover Messe, maior feira industrial da Europa que está começando aqui na Alemanha. O Brasil é o país parceiro após 46 anos. A vez anterior foi em 1980, quando Lula, como ele próprio lembrou, foi preso ao liderar uma greve no polo automobilístico de São Paulo.
— O Brasil volta agora como potência verde, inovadora e integrada a cadeias globais de valor — disse, mas reforçou na sequência bastante o papel do Estado forte neste processo de desenvolvimento.
Lula frisou que o Brasil aposta na economia verde e na indústria 4.0 e a importância do acordo União Europeia-Mercosul, que entrará em vigor no dia 1º de maio após 25 anos de negociação. Falou que a inteligência artificial (IA) não deve deixar o trabalhador de lado, exaltou os biocombustíveis, citando o etanol e o hidrogênio verde, e pediu investimentos para a exploração de minerais raros no Brasil, que disse que não serão exportados sem valor agregado. E ainda defendeu o agronegócio.
— É preciso combater narrativas falsas sobre a sustentabilidade da nossa agricultura.
E ainda foi aplaudido quando defendeu o fim do desmatamento da Amazônia e quando criticou que bombardeios estão matando mulheres, crianças e civis no Oriente Médio.
— O gasto com guerra é de US$ 2,3 milhões e não é para combater a fome.
* A coluna viajou a Hannover a convite da Fiergs.
Leia o que já foi publicado sobre a feira em Hannover.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: embate da escala 6x1, crédito para inovação e licença para novo porto no RS
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



