Na Região Metropolitana, o Canoas Shopping recebeu R$ 10 milhões em investimentos recentes em novas operações. Chegaram ao empreendimento sete novas marcas, como Life by Vivara, Kings Sneakers, Nova Era Cosméticos, além das multimarcas Vérsia e Nottori. O Grupo Cadi (Vérsia e Nottori) investe entre R$ 500 mil e R$ 700 mil por loja e projeta faturamento inicial de R$ 250 mil por mês por operação.
Em entrevista ao programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha, o gerente-geral do Canoas Shopping, Rodrigo Miranda, destacou o aumento no fluxo de clientes com a inauguração do Tudo Fácil com serviços públicos à população. A unidade recebeu aporte de R$ 1,5 milhão.
Há ainda a previsão de mais R$ 5 milhões em investimentos até o final do ano. Estão previstas mais quatro reinaugurações: Cheirin Bão, Mamma Mia, Engenharia do Corpo e Strutura.
O que muda no mix de loja?
Temos substituições de algumas marcas, principalmente na parte da alimentação. Nós fechamos um contrato agora com a The West Burger, que é um fast food para a nossa praça. Estamos em negociação com algumas outras operações, em sigilo ainda porque o contrato não está assinado, mas são boas. No varejo, a vem a Life by Vivara, que é uma marca muito consolidada. Vamos assim elevar um pouco para o público B+ e A. Nosso grande público é B e C. Tem ainda Nottori, que é multimarca e traz Calvin Klein, Hugo Boss e Aramis, assim como a Vérsia. Temos a Nova Era, que é uma excelente marca de cosméticos aqui do Rio Grande do Sul. Teremos ainda uma franquia de estética automotiva vindo para Canoas.
Trazer o Tudo Fácil é a revolução dos shoppings, agregando serviço para ter fluxo de pessoas que também comprem.
É fundamental, até porque são serviços essenciais. O Tudo Fácil tem mais de 700 serviços destinados à comunidade. São 250 atendimentos por dia, um fluxo interessante no shopping que pulveriza nas lojas, na praia de alimentação. Isso é fantástico. Também temos a parceria com a Secretaria de Saúde, que tem o Caminhão Tem Especialista com exames de tomografia e outros.
E o prejuízo da enchente já foi vencido?
É um processo lento, até porque tem que vir com passos firmes. Chegamos a fazer uma campanha para trazer para o shopping lojistas que sofreram com a enchente fora. Três permaneceram e estão crescendo. Estamos no caminho da recuperação. O shopping está comemorando 28 anos agora no final de abril.
Canoas tem o ParkShopping "do outro lado da faixa". Como o mercado se divide?
Estamos com uma nova administração, a AD Shopping, desde maio do ano passado. O primeiro passo foi uma pesquisa de mercado para saber quem é o cliente, o que busca e do que sente falta. O nosso perfil é muito focado no entorno. Não queremos perdê-lo, mas queremos recuperar os que deixaram de vir na enchente. A identidade do Canoas Shopping é muito importante. Não buscamos nos equiparar, mas nos posicionar. O Mathias Velho, ao lado, é um dos maiores bairros da América do Sul, tem um consumidor adequado. Estamos muito bem ancorados com Lojas Renner, C&A e Marisa. Temos a Engenharia do Corpo, que é uma grande academia, além de Pernambucanas e Riachuelo.
Como estão lidando com o endividamento da população?
As grandes marcas hoje trabalham formas de crediário, muitas vezes próprio, para facilitar e atender à comunidade.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: embate da escala 6x1, crédito para inovação e licença para novo porto no RS
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)

