
Terminou sem acordo audiência na Justiça sobre 50 demissões na Xalingo. A fabricante de brinquedos não fez proposta para pagar as rescisões — que somam R$ 2 milhões — e sugeriu que os funcionários busquem o crédito na recuperação judicial, informa o assessor jurídico da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do RS, Leandro Konrad Konflanz.
— A posição foi rebatida pela federação, destacando que se trata de verbas alimentares, relativas a trabalhadores já dispensados, sem que até aqui haja solução efetiva para o pagamento.
A tentativa não foi acolhida e a juíza do trabalho Juliana Oliveira deu cinco dias, improrrogáveis, para que a empresa apresente proposta para quitação integral.
Ficaram mantidas as liminares que barraram novas demissões pela Xalingo sem negociação com o sindicato por caracterizar-se dispensa em massa. A fabricante, de Santa Cruz do Sul, pediu recuperação judicial no final de março.
Fundada em 1947 e muito conhecida pelos blocos de madeira “Brincando de Engenheiro”, a Xalingo aguarda a decisão da Justiça para se manifestar sobre a situação. A dívida incluída no processo é de R$ 69,8 milhões.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: mais CMPC, transformação da Ceasa, R$ 100 milhões da Fruki e calçadista sai do RS
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




