
Indústria de salgadinhos e batata congelada, o Grupo MDA Alimentos atingiu o teto de capacidade das suas duas fábricas em São Francisco de Paula, na serra gaúcha. No último ano, faturou R$ 212 milhões, incluindo a receita do seu braço agrícola, que planta milho, soja e, claro, batata.
O salgadinho é vendido para Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Já a batata congelada vai mais longe, chegando a Rio de Janeiro e Minas Gerais. A empresa investiu recentemente R$ 1 milhão em logística e na "robotização" da linha de produção. Recém de volta da China, o CEO, Diego Auler, falou ao podcast Nossa Economia, de GZH.
— Fomos olhar máquinas e buscar ideias para outros produtos, que hoje formam um mercado que acaba ficando só na mão de multinacionais.

Ficar na Serra ajuda por estar perto da plantação de batata, o que atraiu os empreendedores há 40 anos. Agora, porém, é preciso expandir. A vontade é ficar no Rio Grande do Sul, mas a produção de batata congelada talvez tenha que sair daqui.
— Estamos recebendo propostas para outros locais. Há Estados com mais benefícios fiscais. A reforma tributária até promete acabar com a guerra fiscal, mas será para depois de 2030. Enquanto isso, alimentos importados chegam mais baratos do que os produzidos aqui, vindos da Europa, do Egito e da Argentina.

Um novo sistema de armazenagem acrescentou 1,6 mil posições para paletes, triplicando (+220%) a capacidade para 1,6 tonelada de batatas congeladas em câmara fria. Os centros de distribuição ficam em Cachoeirinha (RS) e Tubarão (SC). A empresa está com 450 funcionários.
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Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: mais CMPC, transformação da Ceasa, R$ 100 milhões da Fruki e calçadista sai do RS
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




