
Para entender como bolsa de valores dispara e petróleo, dólar e juros despencam com este frágil e instável cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, é preciso enxergar como o mercado financeiro age e reage sempre em cima de uma expectativa. Nos últimos dias, ansiava por algo positivo, ainda que fosse o novo blefe do presidente norte-americano Donald Trump ao ameaçar liquidar com o regime iraniano (ou com a "civilização", como ele escreveu).
Trump é imprevisível, discursa alavancado e não se importa muito com as consequências. Além disso, é contraditório. Já teria perdido o crédito do mercado se não estivesse no comando da maior economia do mundo. Ou seja, ainda que seja um boquirroto, tem uma máquina forte na mão. O Estreito de Ormuz chegou a ser aberto pelo governo iraniano e foi fechado de novo no mesmo dia, o que desenha a instabilidade deste cessar-fogo. Não se sabe ainda para que lado as coisas vão ou a estratégia das nações envolvidas no conflito.
Mas o que temos para hoje? Petróleo despencou a US$ 90, mas voltou a subir e ficou em US$ 96 após dias acima de US$ 100 o barril. O dólar caiu 1,01% a R$ 5,10, menor valor em dois anos. O Ibovespa disparou 2,09% a 192.201, um novo recorde. Esses indicadores acenderam até a esperança de cortes mais intensos na taxa de juro Selic pelo Banco Central.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: mais CMPC, transformação da Ceasa, R$ 100 milhões da Fruki e calçadista sai do RS
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



